Bugattisuperesportivos

Qual foi o primeiro supercarro da história?

E continuamos em nossa saga atrás do primeiro supercarro da história. O pioneiro que deu origem a esses modelos que tanto admiramos, já contamos um pouco da história do Lamborghini Miura, dois fortes concorrentes ao posto. Embora o modelo alemão tenha chegado ao mercado 10 anos antes, a configuração do motor foge ao que se condicionou aos supercarros.

Já os italianos produziram aquele que é considerado um dos carros mais bonitos de toda a história, sem abrir mão da potência. Mas como falamos, as duas montadoras não estão sozinhas na disputa e a francesa Bugatti entra nessa com dois modelos.

Bugatti Type 41 Royale e Bugatti Type 57S/SC Atlantic: os verdadeiros pioneiros?

Em 2004, o mundo conheceu o Bugatti Veyron com seu motor de dezesseis cilindros, oito litros, quatro turbos e mais de 1000 cv. O supercarro, que já foi o mais rápido do mundo, colocou um ponto de interrogação na cabeça de muitos. Não por suas qualidades inquestionáveis, mas pelo seu fabricante, que há oito décadas não fabricava esportivos. Porque então, os franceses iam por esse caminho?

Quando olhamos para sua história, vemos que pioneirismo, inovação e ousadia já acompanhavam a Bugatti antes. Na década de 20, quando a imprensa especializada começou a utilizar o termo supercarro ele se referia a modelos superiores. O conceito era muito mais amplo do que temos hoje em dia.

E nesse aspecto, o Type 41 Royale se destacava, especialmente por um detalhe: não existia nenhum maior que ele na década de 30. O motor impressionava: um oito-em-linha de 12,7 litros com comando no cabeçote, três válvulas por cilindro e um potência entre 275 e 300 cv. Mas essa configuração não era o suficiente para transformar o modelo em um esportivo.

Isso porque o Royale media 6,4 metros de comprimento e os entre-eixos possuíam 4,3 metros. Peso total? Singelos 3.175 Kg. A ideia da fabricante era produzir cerca de 25 Royales e vende-los para as pessoas mais ricas do mundo na época. Com a grande depressão de 1929, porém, a Bugatti acabou produzindo apenas 6 unidades do modelo entre 1927 e 1933. O que explica porque é tão difícil encontrá-lo, sendo um carro extremamente raro. Mesmo com o revés, não demorou muito para que a companhia apostasse em um novo supercarro. Dessa vez, verdadeiramente esportivo.

Em 1936, ela lançou no mercado o Type 57S/SC, um modelo diferenciado, tanto em relação ao design quanto na potencia. O primeiro S do nome significa surbaissé, que significa rebaixado em francês, enquanto SC  indicava “SuperCharged”. A carroceria se destaca por ser mais baixa e com um visual aerodinâmico, baseada no conceito “Aérolithe” apresentado pelos franceses em 1935.

Na apresentação do conceito o veículo era construído com painéis de ligas de magnésio, chamada de Elektron, que não permita soldas. Assim, a união era realizada por rebites que ajudavam a compor o visual diferente, estiloso e lindo do veículo. A versão de produção, porém, foi batizada de Atlantic e, no lugar da liga de magnésio, foi utilizado o alumínio. Em toda a carroceria. O material dispensava a necessidade de rebites, mas por questões estéticas os locais do parafuso forma conservados.

O que chama atenção de quem olha o Type 57 é sua capacidade de unir um visual clássico e futurista. É, sem dúvidas, um dos modelos mais ousados e inovadores da história dos automóveis. Em termos de potencia o modelo da Bugatti também não deixava a desejar. Equipado com um motor de oito cilindros em linha, o modelo alcançava os 200 cv, chegando a 190Km/h. Isso em 1936!

Acima contamos que o Buagtti Royale teve apenas 6 modelos produzidos, certo?

Pois o Type 57 alcançou números ainda “piores”. Foram apenas 4 modelos produzidos. Desses, apenas 3 sobreviveram. Com isso, se levanta a questão: com tão poucos exemplares, os modelos da Bugatti podem entrar na disputa dos pioneiros dos supercarros? A resposta fica a critério de cada um.

Por aqui, como somos apaixonados por automóveis preferimos admirar os modelos que estão nessa disputa. Seja como for, a verdade que todos já ocupam um lugar na história!

E você? Compartilha da nossa opinião ou tem um preferido para o posto de primeiro supercarro da história? Conte para nós nos comentários! 

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Fotos: Reprodução do Site Oficial da Bugatti



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