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Niki Lauda – Uma lenda das pistas. (Final)

A Paíto Motors continua a homenagear a lenda do automobilismo Niki Lauda, que nos deixou em 20 maio de 2018, contando sua história.

Nos artigos anteriores vimos como Lauda chegou ao automobilismo, conquistou seu espaço na Ferrari, se sagrou campeão e foi um dos protagonistas de uma das disputas mais épicas da história da Fórmula 1.

Fonte Reprodução do site Grand Prix History

A temporada de 1976 pode não ter rendido o bicampeonato para o piloto, mas foi fundamental para a construção de sua lenda.

Afinal, como se não bastasse a disputa com o talentoso e polêmico James Hunt,  Niki Lauda mostrou um poder de superação incrível ao voltar a correr apenas 2 provas após o grave acidente sofrido em Nürburging.

O recomeço após o acidente

1976 não foi uma temporada fácil para Lauda.  Além de perder o campeonato por apenas um ponto de diferença o acidente no GP da Alemanha lhe rendeu cicatrizes de queimadura em boa parte de sua cabeça.

E para piorar a sua decisão de se retirar do grande prêmio do Japão – a última prova daquele ano – após 2 voltas devido a uma forte chuva, mesmo com chances de ser campeão, abalou sua relação com a Ferrari.

Talvez se o mesmo ocorresse com qualquer outro piloto o ano seguinte seria um ano de se recuperar e reunir forças para voltar a brilhar.

Não para Niki Lauda.

O austríaco venceu o campeonato de 1977 com facilidade e se sagrou bicampeão mundial de pilotos!

Fonte: reprodução do site RTE sport; motorsport Niki Lauda F1 Legend

A relação com a Ferrari, porém, não ia nada bem. O campeão não se deu bem com seu novo companheiro de time Carlos Reutmann, que havia sido seu substituto.

No fim daquele ano, Niki Lauda saiu da Ferrari e acertou com a Brabham-Alfa Romeo por um salário de 1 milhão de dólares.

Fonte Reprodução do site Flickr: Niki Lauda: Driving His Brabham-Alfa Romeo Down the Pitlane Durin

Nada mal para quem havia precisado recorrer a empréstimos para conseguir as duas primeiras temporadas na categoria.

O fracasso na Brabham e a primeira aposentadoria

Embora sua nova equipe tivesse grande poder financeiro, em grande parte devido ao patrocínio da Parmalat, os resultados não vieram nas pistas.

Foram duas temporadas decepcionantes, marcadas principalmente pela polêmica única vitória conquistada no GP da Suécia.

Naquela prova a Brabham utilizou o BT46B conhecido como Fan Car, devido ao uso de uma espécie de ventilador.

Fonte: Reprodução do site Carmrades: 1978 Brabham BT46B Alfa Romeo

A alegação para o uso do dispositivo é que ele supostamente melhoraria o resfriamento do motor. Seu efeito prático, porém, era a extração de ar debaixo do carro.

A solução fez a equipe dominar a prova, mas logo após o resultado passou a ser questionado por outras equipes, sendo proibindo pela FIA nas provas seguintes.

Além da vitória na Suécia, Lauda conquistaria apenas mais uma com a equipe, e ainda por cima em uma prova que não fazia parte do calendário oficial, o GP Dino Ferrari de 1979.

Em setembro daquele mesmo ano, durante o treino para o grande prêmio do Canada, o austríaco comunicou a Bernie Ecclestone – dono da Brabham – seu desejo de se aposentar das pistas de imediato.

O piloto afirmou já não ver mais sentido em ficar correndo em círculos e decidiu se dedicar integralmente a companhia de aviação que ele havia fundado.

O retorno com a McLaren

Lauda ficaria fora do mundo da velocidade por apenas 2 anos e seu retorno não poderia ser em maior estilo.

O austríaco fez testes e foi aprovado pela McLaren, uma das maiores e mais tradicionais equipes do mundo.

Fonte: Reprodução do site Mclaren: Niki Lauda’s 1982 Comeback

No começo o piloto precisou vencer desconfianças, especialmente dos patrocinadores que colocavam em dúvidas sua capacidade de vencer corridas.

Bastaram 3 provas para que ele mostrasse seu talento, vencendo a prova disputada em Longe Beach, nos Estados Unidos.

Antes do início da temporada, porém, Niki Lauda já havia mexido com a categoria, estando a frente do que foi chamado de “a greve dos pilotos”.

Fonte: Reprodução do site Memoria F1 35 anos greve dos pilotos

Antes do GP da África do Sul, que abriria a temporada de 1982, o austríaco percebeu que o novo modelo de Super Licença minava o poder de negociação dos pilotos com a equipe.

Para mudar essa situação, todos os participantes daquele ano, exceto Teo Fabi, se entrincheiraram no Sunnyside Park Hotel.

A vitória foi dos pilotos, que tiveram suas reinvindicações atendidas.

Fonte: Reprodução do site Memoria F1 35 anos greve dos pilotos

Em 1982 Lauda mostrou ainda ser competitivo, mas a temporada seguinte não foi tão positiva nem para o piloto nem para a McLaren.

A equipe inglesa estava em transição, deixando o motor Ford-Cosworth para passar a utilizar o TAG-badged Porsche turbo power.

Em todo o campeonato de 1983 a melhor posição do piloto foi um segundo lugar no GP dos Estados Unidos.

O terceiro título mundial

1984 prometia ser um ano de mudanças para McLaren. Além de adaptada ao motor Jaguar a equipe contratou Alain Prost.

O talento do piloto francês forçou Niki Lauda a dar o seu melhor nas pistas.

Fonte: Reprodução do site DW: Niki Lauda and Alain Prost

Em mais uma temporada emocionante, o austríaco conquistou seu terceiro título mundial apenas meio ponto a frente de Prost!

Sim, naquele ano meio pontos foram contabilizados no GP de Mônaco, única prova onde isso ocorreu.

Fonte reprodução do site Mclaren Niki Laudas Comeback

Outro destaque da temporada foi à vitória de Lauda em sua terra natal. Ele foi o primeiro e único austríaco a ganhar um grande prêmio disputado na Áustria.

E claro, não podemos esquecer que com o feito ele se tornou o primeiro e único piloto a conquistar títulos com a Ferrari e a McLaren.

A euforia de 1984 se tornaria em decepção em 1985. Das 14 provas disputadas, Lauda se retirou de 11 delas.

Entre as provas que terminou está a sua última vitória como piloto de Formula 1, no GP da Holanda.

Ao final daquele ano Lauda anunciou sua aposentadoria definitiva, colocando de vez seu nome na história do esporte e sendo sempre lembrado como um dos grandes pilotos de todos os tempos.

A vida longe das pistas

Embora não tenha mais voltado a correr oficialmente, o austríaco não ficou muito tempo longe das corridas.

Logo após sua aposentadoria, Lauda passou a se dedicar novamente a sua companhia aérea, que acabou sendo vendida em 1999.

De 2001 a 2002 o austríaco ficaria a frente da equipe de Fórmula 1 da Jaguar. Os resultados, porém, não foram relevantes.

Fonte: Reprodução do site Motorsports: NIki Lauda at Malaysian GP Jaguar

Niki Lauda ainda fundaria mais uma companhia aérea e escreveria mais uma vez seu nome na história do esporte ao ser diretor do time da Mercedes-Benz.

Foi ele o responsável por levar Lewis Hamilton, maior piloto da atualidade com 5 títulos mundiais, para a equipe alemã.

Fonte: Reprodução do site Globo Esporte NIki Lauda e Lewis Hamilton

Para todos os que são apaixonados pelo automobilismo, pela Fórmula 1 e por grandes histórias Niki Lauda fara muito falta.

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